No dia 26 de Setembro ficámos a conhecer as linhas gerais da reforma da administração local, com a apresentação do “Documento Verde”. É preciso não esquecer que esta reforma resulta do memorando de entendimento com a Troika.
O dito documento, que lança a base para uma discussão que irá decorrer nos próximos nove meses, recai sobre a Administração Local e sobre o Sector Empresarial Local. Pretende o Governo com esta reforma, actuar na organização e gestão do território, na gestão municipal e intermunicipal, no modelo de financiamento das autarquias bem como um novo enquadramento legal autárquico.
O país precisa de reformas profundas. Sem dúvida que, a reorganização da gestão do território e a reestruturação administrativa do poder local é essencial, de forma as autarquias possuírem maior autonomia financeira, nomeadamente com a revisão do modelo de financiamento, tornando uma administração mais equilibrada, eficaz/eficiente e racional na utilização dos recursos públicos.
O Governo actual deverá envolver todos os autarcas, promovendo uma verdadeira política de descentralização. Quer isto dizer que, a descentralização não pode ser apenas imputar competências às autarquias, sem que tenham o reforço orçamental equivalente.